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Sonia Santos leva seu novo show “O Samba Mandou Me Chamar” ao Teatro Raul Cortez, no Sesc 14 Bis

Cantora retorna ao Brasil e celebra, no palco, mais de seis décadas dedicadas ao samba

Crédito fotográfico: Germano Kuerten

Samba Mandou Me Chamar marca a nova temporada de Sonia Santos no Brasil. Com mais de seis décadas de carreira, a cantora retorna aos palcos do país com um repertório que percorre diferentes fases de sua trajetória no samba, reunindo canções marcantes como “Porque”, de Raul Seixas e Paulo Coelho, que integrou a trilha sonora da novela O Rebu, da TV Globo, além de outros sucessos e novas interpretações. As apresentações acontecem nos dias 7 e 8 de maio, às 20h, no Teatro Raul Cortez do Sesc 14 Bis, em São Paulo. 

“O público vai descobrir, e redescobrir, coisas novas num repertório bem escolhido. Eu acho que eles vão gostar, tenho certeza de que vão, porque eu já gosto, né, e se eu gosto, não sou diferente de ninguém”, diz a artista sobre o show. 

A direção de produção é de José Luiz Coutinho, que tem 40 anos de atividades e, atualmente, é diretor executivo do Teatro Poeira. Já a produção executiva e a cenografia ficam a cargo de Marcelo Aouila, produtor com 30 anos de experiência. 

“Ambos, José Luiz e Marcelo, têm grande influência na escolha do repertório e no nome do show. Eles acham que é dessa forma que o samba está, entende?  Há algumas releituras das músicas que eu escolhi; por exemplo, em ‘Água de beber’, fiz uma versão baseada em um arranjo da Tânia Maria, que acho espetacular, que é cantada e tocada como um jazz, acho super oportuno. Vai ser muito interessante e tenho certeza de que os nossos companheiros músicos no Brasil também vão gostar; e a gente, juntando essa harmonia de sentimentos e sensações, vai entregar um produto bem legal. O Samba Mandou Me Chamar é como o Evaldo Gouveia um dia falou, ‘quer ver eu querer, me dê; quer ver eu ir, me puxe’. Então, se o samba ‘tá’ me puxando, lá vou eu’, complementa Sonia sobre o nome do show. 

No repertório, destacam-se canções feitas especialmente para Sonia por Tim Maia (“Somos América”), Jorge Ben Jor (“Pátria Amada”) e Luiz Melodia (“Gerações”), além de clássicos do samba como “Upa Neguinho”, “A Lavadeira” e “Brasileirinho”, entre outros.

“São as músicas que Tim, Melodia e Jorge fizeram pra mim, que, mesmo não tendo nada de novo, continuam sendo muito atuais quando a gente observa as palavras”, completa.

O Samba Mandou Me Chamar é feito para que as novas gerações conheçam o trabalho da cantora e para que os fãs saudosos possam voltar a cantar o samba, o jazz e o soul de Sonia Santos.

Outras informações nos perfis do Instagram @soniasantos.singer e do show @osambamandou.

SERVIÇO

Samba Mandou Me Chamar

Após 30 anos sem cantar no Brasil, a cantora Sonia Santos apresenta seu novo trabalho. No palco, estará acompanhada por quatro músicos. Entre as músicas do roteiro de 20 canções, estão “Xangô”, “Baixa do Sapateiro”, “Água de Beber” e “Pátria Amada”.

Dias: 7 e 8 de maio de 2026

Horário: 20h

Local: Sesc 14 Bis

Endereço: R. Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista, São Paulo – SP

Duração: 90 minutos

Classificação: 12 anos

Ingressos: https://shre.ink/LbnR ou pelo app Credencial Sesc SP (os ingressos ficarão disponíveis a partir de 28/4 (on-line) e 29/4 (presencialmente). A programação completa, com todas essas informações, será disponibilizada no site do Sesc no www.sescsp.org.br/unidades/14-bis/

Sobre a cantora Sonia Santos 

Sonia Santos é uma cantora brasileira que fez enorme sucesso no Brasil nos anos 1970. Após o sucesso com a música “Porque”, de Raul Seixas e Paulo Coelho, foi contratada pela TV Globo para apresentar os números musicais do “Fantástico”, ao lado do lendário ator Grande Otelo. Atualmente, ela mora em Los Angeles (EUA), onde passou a desenvolver carreira artística cantando em português, espanhol e em inglês.

Um dos momentos marcantes que me recordo do Fantástico foi quando gravei, em um ringue de boxe montado no meio do Maracanãzinho vazio, a música de Reginaldo Bessa e Nei Lopez, ‘Tributo a Cassius Clay’. Pensei: ‘Puxa vida, tô virando uma artista de verdade!’. A direção, acho, foi de Maurício Sherman. Outro momento parecido foi quando, em São Paulo, sob direção de Aloysio Legey, gravei ‘Speed’, uma música que o Jorge Ben Jor escreveu para mim, também para o programa. Ainda é mágico, porque lá estava, dançando no vídeo, personificando o malandro ‘Speed’, meu mano amado, agora no céu, Estevam Paulo. Então, é um momento de emoção e de saudade”, relembra Sonia sobre sua história com o Fantástico.

Culturalmente, Sonia Santos é um símbolo de resistência, de identidade e de conexão entre o Brasil e o mundo. Sua voz atravessou a fronteira geográfica para tocar corações e almas, e sua carreira se tornou um modelo de como a música brasileira pode ser universalmente reverenciada sem perder suas raízes. 

No ano de 1990, a cantora começou suas viagens para os Estados Unidos, onde, posteriormente, iria morar, para fazer a turnê de “Oba Oba”, espetáculo de Sargentelli, que teve seus direitos adquiridos por Franco Fontana e produzido por lá.

“Eu vim para cá porque eu estava muito preocupada com a situação social e política da negritude no Brasil. Naquele momento, fiquei sem condições, energia, acho que espiritual, moral etc., de continuar a luta ali, e aí aconteceu essa oportunidade de vir para os Estados Unidos, sendo lead singer do ‘Oba Oba’, um espetáculo internacional dirigido pelo Franco Fontana, um italiano da Sicília. Então, nós viemos tocar em Nova York, na Broadway, no Marquis Theater”, acrescenta. 

Sonia teve vários momentos importantes nos Estados Unidos. Em 2002, com seu grupo “Brasil Brazil Show” e com a participação de Ana Gazzola, abriu o show do cantor Al Jarreau, em Nova York, e da diva do jazz norte-americano Nancy Wilson. Em 2003, no Lincoln Center de Nova York, abriu o show da cantora Miúcha. 

“Em 2000, no Syracuse International Jazz Festival, abrimos para Ray Charles.

Era um lugar espetacular, com 45 mil pessoas. O produtor do espetáculo, Frank Malfitano, declarou, na coletiva de imprensa, que sabia que todo mundo tinha ido lá para ver Ray Charles e Diana Krall, uma estrela ascendente naquele momento, mas que o público sairia de lá feliz, porque teria descoberto algo absolutamente novo e inesperado: o Brasil Brazil Show, com Sonia Santos e Ana Gazzola. Outro momento que destaco nesses anos por aqui foi quando abrimos para Sérgio Mendes, no International Jazz Festival de Detroit, em 2006. Foi bárbaro, mas muito mais espetacular porque a banda dele já tinha sido nossa. Foi uma farra, um encontro maravilhoso, muito bonito”, lembra Sonia. 

Hoje, com mais de seis décadas de carreira, segue sendo uma referência da MPB e da música afro-brasileira. História e autenticidade não envelhecem, apenas se aprofundam.

No ano de 2025, Sonia foi tema de um episódio da série “Os Ímpares”, que propõe encontros entre artistas contemporâneos e álbuns clássicos, porém pouco revisitados, da música brasileira das décadas de 1960, 1970 e 1980. Exibido em 25 de agosto, no Canal Curta, e disponível no Prime Video, o programa apresentou Xande de Pilares e a ex-participante do The Voice Brasil, Priscila Tossan, reinterpretando duas canções de Crioula (1977), o segundo álbum da cantora — “O Bom Malandro” e “Lavadeira”, respectivamente. Na ocasião, Xande, que até então não conhecia o trabalho de Sonia, ficou fascinado.

FICHA TÉCNICA 

SONIA SANTOS – roteiro e cantora

PITTER ROCHA E RODRIGO FERRERA – arranjos e direção musical

IFÁTÓKI MAÍRA FREITAS – teclados

LETÍCIA MAYARA – bateria

PITTER ROCHA – guitarra

RODRIGO FERREIRA – baixo elétrico

REYNALDO THOMÁZ – iluminação

MERCADOCOM – assessoria de imprensa e redes sociais

SIMONE VIDAL – produção São Paulo

MARCELO AOUILA – produção

JOSÉ LUIZ COUTINHO – produção

ESSE GAROTO AOUILA E OFICINA TEATRAL – realização

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Last modified: 20/04/2026

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