Por Bruno de Azevedo S. Guimarães

Existe um discurso elitista no meio literário segundo o qual a literatura destinada a jovens é considerada “fútil”, sem valor evidente. Para essas pessoas, críticas literárias de “respeito”, esta prerrogativa baseia-se em duas propostas: a primeira diz respeito à profundidade da obra; afinal, a literatura para jovens é considerada “rasa”, sem grandes temas e dramas elaborados; o outro aspecto diz respeito à própria leitura em si.
Me explico: para estes críticos, toda leitura tem que ser um ato de aprendizado, desconsiderando, assim, o ato de ler como um entretenimento. Ora, se essa perspectiva for válida, assistir televisão só seria considerado algo sério se a população somente assistisse a telejornais. Novelas, programas de auditórios e afins seriam considerados também futilidades. Filmes, somente os históricos. Músicas, somente as poéticas.
São tantas nuances entre o sério e o fútil que nos perdemos em enxergar que o ser humano necessita de afazeres leves, que nos trazem gozo, bem-estar e um pouco de fábula. A nossa realidade é tão perversa que o ato de ler um livro de fantasia, por exemplo, nos alivia das dores cotidianas reais.
“De acordo com a pesquisa Panorama do Consumo de Livros, 18% da população com 18 anos ou mais adquiriu ao menos um livro nos últimos 12 meses, um crescimento de 2 pontos percentuais em relação a 2024, representando cerca de 3 milhões de novos consumidores no período. O estudo é uma iniciativa da Câmara Brasileira do Livro, com realização da Nielsen BookData.[1]”
Esses dados nos evidenciam que os jovens estão voltando a ler de forma consistente, e isso é maravilhoso. A quantidade de pessoas se utilizando das mídias sociais para divulgar lançamentos de livros, vlogs de leitura, bienais, feiras literárias e afins é enorme.
Como educador e leitor voraz, entendo que o ato de ler é revolucionário frente à sociedade da tecnologia e informação. O próprio Governo Federal lançou o MEClivros, para incentivar ainda mais a leitura. De coração, espero que esse movimento aumente e que mais jovens criem o hábito de ler.
Fantasia, drama, romance, ficção científica, romance policial…tantos subgêneros, tantas histórias, tantas formas diferentes de nos entreter, de nos inebriar…a leitura nos causa alegrias, nos cura, nos subverte da realidade e, sempre, sempre, há um aprendizado.
E sim, a juventude também lê os clássicos.
Ler é revolucionário e a juventude faz parte dessa revolução!!!
[1] Fonte: https://cbl.org.br/2026/03/consumo-de-livros-cresce-no-brasil-e-alcanca-mais-3-milhoes-de-novos-compradores-em-2025/
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Last modified: 25/06/2026
























Excelentes pontos à serem ponderados!
Que notícia maravilhosa!! Viva a revolução!!
Exatamente! Como se os livros de fantasias não necessitassem de pesquisas e de tramas, fossem apenas baboseiras.