Por Diana Cândido S.

A literatura apimentada está no auge, nos tempos que correm, e o chamado Dark Romance tem muito que se lhe diga.
Sabemos que o romance tem uma certa dose de troca de ADN, mais suave, mais casta, mas o lado mais negro da questão envolve uma luta de titãs, em que, parece-me, o autor que tiver a ideia mais estapafúrdia para sensualizar e sexualizar, ganha.
Além dos seus extremos, o que liga este género literário é a quantidade de best sellers que existem sob a alçada do pretexto de que vai ferver.
É do conhecimento geral que a luxúria vende, e bem, que a necessidade que o ser humano tem do fruto proibido é sufocante e afeta principalmente o género feminino.
Sim… já sabemos, era Eva.
Consequentemente, por não existirem extintores suficientes, a produção em massa deste dito Dark Romance, fraqueja na qualidade e acaba por se tornar quase numa visita à Dark Web e não aconselho a pesquisa de determinados temas.
Mutantes, extraterrestres, BDSM, lobisomens…
É tudo válido, só precisam de uma protagonista inocente e destemida que consiga lidar com as bestas e já está… o sentido crítico sucumbiu ao acesso das hormonas.
Como leitora para quem um dos géneros preferidos é o erótico, consigo observar com clareza os meus limites. Claro que é sempre bom explorar o novo, mas até que ponto esse novo faz sentido?
Gostamos de histórias novas, apreciamos originalidade e se a escrita for tão boa quanto a história em si ainda melhor.
Com este arrastamento do que tem classe e do que é somente vulgar, acabamos num debate aceso sobre qual é o melhor tipo de erotismo?
Será aquele com tutorial?
Será aquele em que começa num beijo após muita tensão e acaba o capitulo para virar ao dia seguinte?
Será aquele que é platónico com múltiplos desejos que jamais irão acontecer e deixam o/a leitor/a ávido/a por mais, pois nunca chega a uma conclusão?
A lista é longa.
Gosto que me escaldem a mente, mas também gosto de manter a inocência a certo ponto.
Querem saber o que um dragão consegue fazer na sua forma?
O que é bom para mim, pode não ser para os demais e vice-versa. Só saberão quando experimentarem, assim como quando os nossos pais nos diziam que não podíamos negar enquanto não provássemos primeiro.
Divirtam-se!
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Last modified: 12/08/2026























