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“Vocês não são invisíveis”: a emocionante estreia literária da jovem Fada Roxa

Por Olga Pessoa

A literatura tem o poder de transformar sentimentos em palavras e sonhos em realidade. Foi exatamente isso que fez a jovem escritora Fada Roxa, de apenas 12 anos, ao publicar “O Diário de Belle – O começo do caos”, uma obra nascida de um sonho e alimentada pela coragem de acreditar em si mesma.

Durante a entrevista, a autora demonstrou uma segurança impressionante e uma maturidade rara que emocionou a todos os presentes. Ao final da conversa, as lágrimas eram inevitáveis: lágrimas da mãe, transbordando orgulho e amor, e lágrimas da repórter, tocada pela beleza de testemunhar uma menina tão jovem realizando seu sonho e inspirando outras crianças a fazerem o mesmo.

Quem é a Fada Roxa e por que você escolheu esse nome tão mágico?

Fada Roxa:
“Eu sou a Fada Roxa, uma escritora que acredita que a magia não existe só nos contos de fadas. Ela também existe nas aventuras e histórias que criamos. Escolhi esse nome porque sempre adorei fadas. E roxo é minha cor favorita, a cor do mistério, do poder, da magia e do empoderamento. Hoje posso dizer que sou a fadinha da sorte dos meus leitores.”

Como nasceu a ideia de “O Diário de Belle – O começo do caos”?

Fada Roxa:
“Meu livro nasceu em um sonho. Eu sonhei com uma menina parecida comigo, caindo, enquanto uma sombra, como se fosse um vilão, a perseguia. Havia outras pessoas ao redor. A partir daquele sonho, a história começou.”

A personagem Belle tem um pouco de você?

Fada Roxa:
“Tem, sim. O cabelo dela é parecido com o meu, as roupas foram inspiradas em algumas roupas minhas, e até algumas falas e situações vividas por ela têm relação comigo. Mas somos diferentes porque eu não sou órfã e tenho uma autoestima elevada, diferente dela no início da história.”

Por que você quis contar a história de uma menina que queria ser invisível?

Fada Roxa:
“Porque eu já me senti assim em alguns momentos. Percebi que muitas outras pessoas também poderiam se identificar. Então, eu escrevi esse livro não só para os leitores, mas também para mim. Foi uma forma de curar esse sentimento.”

Como você imaginou o mundo de Lunar?

Fada Roxa:
“Eu imaginei cheiros, sons, festas, feiras, comidas e pessoas. Lunar tem um cheiro frutado e floral, sem ser enjoativo. É um lugar cheio de árvores, ruas encantadoras e um céu perfeito.”

Se você pudesse visitar Lunar, o que faria primeiro?

Fada Roxa:
“Eu visitaria as feiras, os festivais, os pontos turísticos e conheceria os personagens. Mas, antes de tudo, eu provaria todas as comidas de lá.”

Você reescreveu o livro várias vezes. O que te causava insegurança?

Fada Roxa:
“Eu tinha medo de não estar bom o suficiente, de estar errado e das pessoas não gostarem. Mas percebi que, se continuasse pensando assim, o livro nunca sairia da minha cabeça. Um livro não é feito de perfeição, e sim de erros e acertos.”

Você pensou em desistir?

Fada Roxa:
“Sim, muitas vezes. Mas continuei porque sabia que pessoas poderiam se identificar com a história. Enquanto você não publica o seu livro, alguém pode estar precisando exatamente daquela mensagem.”

O que você sentiu ao concluir o livro?

Fada Roxa:
“Felicidade, alegria e uma enorme vontade de escrever mais. É uma sensação indescritível.”

Quais sentimentos aparecem em sua história?

Fada Roxa:
“Alegria, medo, raiva, amor, desespero… sentimentos que todo mundo já sentiu pelo menos uma vez.”

O que você deseja que as crianças sintam ao ler o livro?

Fada Roxa:
“Que elas são especiais, importantes e que podem ousar ser vistas.”

Como é ser escritora aos 12 anos?

Fada Roxa:
“É incrível, porque escrever é a minha paixão. Se eu tivesse esperado crescer, talvez não estivesse aqui realizando esse sonho.”

Haverá continuação?

Fada Roxa:
“Sim! O segundo volume já está quase pronto. Os leitores vão descobrir mais sobre Belle, sobre as famílias dos personagens e conhecer uma personagem que só foi mencionada no primeiro livro.”

O que você mais admira em Belle?

Fada Roxa:
“A força e a coragem dela. Mesmo se sentindo pequena, ela nunca deixou de lutar.”

Se você encontrasse Belle, o que diria a ela?

Fada Roxa:
“Que ela não precisa se encolher para caber no mundo. Ela deve continuar sendo quem é.”

Qual é o seu maior sonho como escritora?

Fada Roxa:
“Que crianças, jovens, adultos e idosos percebam que podem realizar seus sonhos. Ninguém é invisível.”

Que mensagem você deixa para outras crianças que sonham em escrever?

Fada Roxa:
“Sigam seus sonhos. Não desistam porque alguém não gostou do que vocês fizeram. Nunca dá para agradar todo mundo.”

E para quem vai ler: “O Diário de Belle – O começo do caos” pela primeira vez?

Fada Roxa:
“Aproveitem muito a história e lembrem-se: vocês não são invisíveis. Vocês têm que ousar ser vistos.”

Mais do que uma entrevista, o encontro com Fada Roxa foi uma experiência comovente. Sua fala segura e a força de suas palavras revelaram uma menina que compreendeu muito cedo o poder transformador da literatura.

Ao final da conversa, o clima era de pura emoção. A mãe, visivelmente orgulhosa, não conteve as lágrimas ao ver a filha realizar um sonho. A repórter também emocionada ao testemunhar esse momento de amor, cumplicidade, sonho e realização.

Fada Roxa não escreveu apenas um livro. Ela abriu um portal para que outras crianças entendam que seus sentimentos importam, seus sonhos são possíveis e, acima de tudo, que ninguém precisa ser invisível.

Conheçam mais sobre a autora em @fada.roxa.oficial

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Last modified: 13/05/2026

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