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Aos que democratizam os espaços e a arte

Por Vitória Ramos

Com muito carinho fui provocada a trazer até aqui essa bólide – lembrando Waldemar Cordeiro – que  é o “Coletivo Poesia de Rua”, em Formiga. Sob a minha ótica, a relevância deste instrumento  que transforma a cidade em galeria viva é um ícone. Não tem bilhete de entrada, nem catraca, nem fila. É livre. Aberto. Leve. Cada vez em um lugar. Numa praça, numa esquina, num poste. A arte escrita dialoga em dó maior nos espaços da cidade, com os periféricos e as centrais por meio do Coletivo, criando relações e humanizando o ambiente urbano de acordo com tom que (re)citam a composição  das suas metáforas, símiles e alegorias. Bendito sejas!!

O “Coletivo Poesia de Rua” – Formiga-MG, conta com aproximadamente oitenta e dois membros, participando direta e indiretamente das ações que realizam e nasceu de uma  “iniciativa livre e autossustentável, sem vínculos públicos ou privados e surgiu de forma despretensiosa,  através de quatro rapazes poetas,  os formiguenses Victor e Herbert juntamente com os artistas pernambucanos Vinícius e Gustavo,   no desejo de difundir o gosto pela poesia nas ruas e espaços públicos  estimulando a sensibilidade poética nos cidadãos. Começaram “colando os próprios poemas nos postes e pontos de grande concentração de pessoas pela cidade em meados de novembro de 2020 e diante da repercussão do ato, o grupo ganhou adeptos  com a  divulgação deste episódio, repetindo a colagem em dezembro de 2021, desta vez aumentando a cobertura e alcançando outros bairros de Formiga para além da área central.” ( Victor Marques)  Destaca- se, entre as atividades realizadas, as Tardes Poéticas, que consiste em  reuniões mensais, que ocorrem aos sábados, em locais públicos e abertos da cidade (praças, monumentos etc), valorizando a história, a cultura e a potência literária do território, quando os integrantes partilham seus poemas autorais e de outros poetas, conhecidos ou não.  “Um momento marcante nestes encontros, é quando se dá a “ escrita criativa”. Cada participante escreve poemas ou contos a partir de um tema proposto, aperfeiçoando seu processo de elaboração textual, visitando outros gêneros, e, em outros casos, recebe estímulos para iniciar- se no ofício da escrita.  O Coletivo possui Murais Poéticos, em estabelecimentos comerciais locais  e no Lar de Acolhimento aos Idosos de Formiga –  Asilo São Francisco de Assis” ( Victor Marques) Destaca-se também a produção poética profícua e intensa do grupo em eventos periódicos e fixos, onde são expostos os poemas e contos dos integrantes. O Grupo organizou e fez acontecer no ano passado a primeira Feira Literária de Formiga – FLIFOR, numa  feliz celebração do encontro de diversos escritores, editoras, academias e coletivos literários da região e do Brasil, colocando Formiga no mapa das grandes festas literárias.

“Coordenado pelos poetas, Ana Pamplona, Victor Marques, Fabrícia Gontijo e Lucas Silva, o Coletivo pretende em breve lançar o seu primeiro livro, contando  toda a trajetória até aqui. É um grupo aberto que se mantem com recursos próprios através de doações mensais ao “Pix Literário”,  espontaneamente feitas pelos membros, subsidiando as ações realizadas.” ( Victor Marques)

Oportunizar espaços, democratizar a arte e incluir as gentes, são atitudes de coragem em tempos áridos de searas sem lei. No entanto, o efeito libertador é questão de tempo. O “Coletivo Poesia de Rua”, é vivo!

Vitoria Ramos – Formiga-MG

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Last modified: 05/03/2026

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